sexta-feira, 8 de maio de 2020

PROJETO SABIÁ LARANJEIRA NO BJ

Projeto Sabiá Laranjeira leva música para escolas públicas em regiões de vulnerabilidade social Escolas públicas de São Paulo atualmente estão tendo a oportunidade de ter contato com outras disciplinas além das mais conhecidas na grade escolar, como português, matemática, ciências. Trata-se de uma iniciativa do Projeto Sabiá Laranjeira, que realiza apresentações musicais didáticas em cinco escolas públicas da capital paulista, localizadas em regiões de vulnerabilidade social. São elas: EE Emiliano Augusto Cavalcanti de A. e Melo, EMEF Brasil Japão, EMEF Solano Trindade, EMEF Arthur Withaker e EMEI Mário Ary Pires. O projeto surgiu em 2016 a partir de uma iniciativa de Fábio Ferreira e Mariana Ceres, alunos do curso de licenciatura em música que, durante a realização dos estágios obrigatórios na EMEF Brasil Japão, viram a necessidade de estreitar os laços entre a universidade e o ensino básico. Convidaram então grupos musicais formados por colegas do Departamento de Música (CMU) para se apresentarem na escola a fim de expôr um pouco da diversidade musical presente no departamento e proporcionar àquela comunidade escolar um contato maior com o trabalho e a formação dos músicos. Após essa iniciativa desenvolvida exclusivamente pelos estudantes, iniciou-se no ano seguinte o projeto piloto Música na Escola. Além da integração da mestranda Gina Falcão e do professor Antônio Carlos Carrasqueira – docente da CMU e referência em educação e musicalidade – ao Sabiá Laranjeira, naquele ano foi estabelecida também uma parceria com o Projeto Escolas Campo: Formação em Diálogo, organizado por funcionárias da Faculdade de Educação da USP. Além da EMEF Brasil Japão, o projeto piloto incluiu mais três escolas: EMEF Solano Trindade, EE Emiliano Augusto Cavalcanti de A. e Melo e EE Antônio Francisco Redondo. A escolha dessas instituições se deu por conta de sua boa relação com as educadoras do Projeto Escolas Campo e pelo fato de receberem muitos estudantes dos cursos de pedagogia e das licenciaturas da USP. O projeto piloto, que ocorreu de agosto a dezembro de 2017, aconteceu sem nenhum suporte financeiro da Universidade, contando apenas com a participação voluntária de alunos e ex-alunos do CMU, que se dispunham a realizar os concertos. Esse trabalho rendeu um artigo científico que foi publicado nos Anais do XI Encontro de Educação Musical da UNICAMP e uma reportagem que foi publicada pelo Jornal da USP, sobre atividade realizada na EMEF Solano Trindade. A repercussão da reportagem despertou o interesse da diretora da EMEI Mário Ary Pires, localizada no Jardim Lídia, na zona sul, e da diretora da EMEF Arthur Withaker, localizada na Vila Sônia, que entraram em contato com o projeto para implementarem também em suas escolas. Atualmente, o Sabiá Laranjeira faz parte do Programa Unificado de Bolsas (PUB) da USP, contando com 18 alunos bolsistas atuando na produção e também com as performances. O dia a dia do projeto nas escolas Sabiá Laranjeira mantém uma parceria com o Laboratório de Música de Câmara (LAMUC), coordenado pelo professor Michael Alpert, também do CMU. Diversos grupos de música de câmara, formados por estudantes do departamento, recebem orientação pedagógica e se apresentam para estudantes do ensino básico. A partir desses encontros, o projeto promove a troca de conhecimento – como a ampliação e contextualização de repertório, fruição de obras, experiência de palco etc. – entre a comunidade universitária e comunidade escolar. Em 2019, o Projeto Sabiá Laranjeira têm realizado uma média de cinco apresentações por mês, uma em cada escola, e, ao todo, já realizou 34 apresentações musicais. Cada apresentação tem a duração de cinquenta minutos, o que corresponde a uma aula, de forma que a rotina escolar não é prejudicada. Além disso, o projeto recebe até oitenta alunos por apresentação, sendo que no início do semestre há um acordo com a equipe gestora sobre quais as turmas receberão o projeto. Os concertos são sempre para as mesmas turmas, o que contribui para a formação de repertório dos jovens. Já os grupos, variam a cada concerto. “Procuramos proporcionar o contato com a diversidade de gêneros musicais que são trabalhados pelos alunos do departamento de música”, afirma Mariana, que hoje é uma das produtoras do projeto. As apresentações didáticas contam com a execução de quatro a cinco músicas, intercaladas com momentos de diálogo entre os músicos e a plateia, breves discussões sobre temas ligados à música e ao fazer musical. “As crianças e adolescentes têm recebido muito bem o projeto. Sentimos que a constância das apresentações tem resultado numa melhor concentração e envolvimento dos estudantes durante os eventos”, conta Mariana. Ellen Arruda, também musicista do projeto, fala sobre o impacto social que ele traz: “o Sabiá Laranjeira faz com que diversas questões e estilos musicais cheguem até os ouvidos dos jovens e crianças de escolas públicas, de uma maneira em que eles possam trazer suas questões, conhecer instrumentos, saber mais sobre o universo musical e suas possibilidades, as funções que a música tem, entre outras coisas, acredita a aluna. "É um momento importante de troca de saberes, experiências e reflexões sobre música”. Embora o ensino de música nas escolas públicas do Brasil seja obrigatório desde 2008, na prática, issso não é uma realidade na maioria das escolas. Para Ellen, um dos motivos é a falta de professores de música em relação à grande quantidade de escolas existentes. Além disso, a aluna aponta que "em muitos casos, essas escolas não possuem recursos necessários para aulas de música, tem salas de aula superlotadas o que leva muitas vezes o professor de música a optar por outros espaços e instituições. Do meu ponto de vista, é uma área que precisará de tempo e investimento para se consolidar na educação básica”, conclui Ellen. Texto: Samantha Nascimento

terça-feira, 5 de maio de 2020

DISTRIBUIÇÃO DAS MÁSCARAS


Nesta segunda-feira (04/05/2020) foram distribuídas 94 máscaras de proteção anti-Covid 19 em nossa escola para a alunos, professores, funcionários e toda a comunidade do BJ e amanhã (06/05) e na sexta-feira (08/05) serão entregues mais 80 máscaras (30 na quarta e 50 na sexta) no período da tarde das 12 às 15 horas.

CONFECÇÃO DE MÁSCARAS


Trabalho realizado pelos funcionários e professores readaptados para distribuição gratuita para toda a comunidade da EMEF Brasil-Japão no mês de abril de 2020.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

CARTÕES DE MERENDA DEVOLVIDOS


TRILHAS DE APRENDIZAGENS


A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME) disponibiliza para consulta e download os materiais de estudo que acompanharão os estudantes durante o período de emergência decorrente da pandemia da Covid – 19 (Coronavírus). Os professores podem utilizar o material como referência ou inspiração para planejar as atividades que serão oferecidas no ambiente virtual. Os Cadernos Trilhas de Aprendizagens chegarão impressos às casas dos estudantes via Correios. Eles foram elaborados de forma que as crianças, adolescentes, jovens e adultos que estudam nas escolas municipais de São Paulo possam realizar as atividades com autonomia e/ou ajuda dos familiares, por um período de até dois meses. Ao todo, são 14 cadernos com atividades que respeitam o que está previsto no Currículo da Cidade de São Paulo, sendo: Dois cadernos Para a Educação Infantil, um para crianças de 0 a 3 anos e outro para crianças de 4 a 5 anos. Eles apresentam possibilidades de interação e brincadeiras que complementam e auxiliam nos processos de aprendizagem dos bebês e das crianças pequenas, além de indicações de leitura, montagem de brinquedos e jogos. Para Ensino o Fundamental, são nove cadernos, um para cada ano, os materiais foram divididos em quatro eixos: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências Naturais. Para os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) serão dois cadernos com atividades equivalentes às etapas da EJA. O caderno para quem cursa o Ensino Médio segue as diretrizes do Enem e está voltado às atualidades. O conteúdo é dividido nas quatro áreas do conhecimento (Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; Matemática e suas Tecnologias; Linguagens e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias).